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Cirurgia Videolaparoscópica

O que é:
A técnica cirúrgica videolaparoscópica provavelmente representa o maior avanço da cirurgia no último século, depois do advento da anestesia. Pela primeira vez na história da Medicina, ela permitiu que o médico pudesse observar o interior do corpo humano sem necessidade de abri-lo.
Descoberta em 1805, por um cirurgião francês, a laparoscopia permitia, de forma muito rudimentar, visualizar o interior da cavidade abdominal. Mas só depois de muito tempo, quando a tecnologia conseguiu miniaturizar satisfatoriamente os instrumentos cirúrgicos, é que o método pôde ser associado à televisão.
A partir daí, utilizando-se de ferramentas cirúrgicas, cuja escala é medida em milímetros, e valendo-se de uma minúscula câmera de vídeo, o cirurgião estava equipado para abordar um grande número de doenças, de forma rápida, segura e praticamente indolor.
Assim, nasciam as cirurgias que eliminavam as internações, as transfusões de sangue e mesmo os pontos, além dos riscos de infecções hospitalares e outros problemas causados pelos invasivos cortes, antes indefensáveis. Atualmente, com a videolaparoscopia, independente do tamanho da operação, em poucos dias o paciente retoma suas atividades normais, com a vantagem adicional de deparar-se com custos significativamente menores do que os das cirurgias convencionais.
Como se faz:
Uma câmera de vídeo é introduzida no umbigo através de uma punção com cerca de quatro milímetros. As imagens captadas do interior do abdome são ampliadas em torno de 20 vezes e mostradas em um monitor de alta definição, em cores.
Por outras três punções, com mais ou menos três milímetros cada, o cirurgião introduz as minúsculas ferramentas de trabalho. Em circunstâncias normais, uma cirurgia para remoção da vesícula biliar dura não mais do que 15 minutos. As pequenas punções são fechadas com fita adesiva, sem necessidade de sutura.
Aplicações:
A cirurgia videolaparoscópica aplicada ao aparelho digestivo tem prestado excelentes serviços na remoção de vesículas, na reparação de hérnias, no tratamento de úlceras, apendicites, separações de órgãos aderidos, biópsia de tumores, ressecção de lesões hepáticas, drenagem de abscessos, retirada de cálculos do colédoco - canal que liga a vesícula ao intestino - e muitos outros procedimentos que exijam acesso ao interior da cavidade abdominal.
Mais recentemente, a técnica vem sendo aplicada com sucesso na cirurgia da obesidade, que reduz a capacidade do estômago com a colocação de uma banda regulável ao seu redor. Da mesma forma, também a cirurgia para câncer vem avançando com a videolaparoscopia, representando menor sofrimento para o paciente e mais segurança nos diagnósticos.
Na especialidade do aparelho digestivo, a introdução da técnica no sul do Brasil ocorreu pioneiramente em 1990, através do Serviço de Cirurgia Videolaparoscópica Dr.Pablo Miguel. Originalmente, o médico conheceu e aprofundou-se na técnica no Women´s Hospital, em Houston, nos Estados Unidos. Desde então, inúmeros cursos e especializações têm se somado à sua formação, habilitando-o, inclusive, a estender seus conhecimentos a um grande número de cirurgiões de todo o Brasil, que vêm a Porto Alegre para partilhar de suas experiências, representadas por uma das maiores casuísticas em cirurgia videolaparoscópica do país.
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